Algumas ideias mudam tudo.
Mas primeiro… elas precisam de uma chance.
📍 Aconteceu No dia 15/04, no Café com Pitch do @hubfeira , o lançamento oficial do Novatores 2026.
E começaram as inscrições para transformar ideias em negócios reais.
Se você tem uma ideia — mesmo que ainda esteja só no papel — esse pode ser o começo de tudo.
Com foco no impulsionamento de ideias inovadoras e na conexão entre empreendedorismo e desenvolvimento local e regional, a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) abriu, nesta quinta-feira (15), as inscrições para a 3ª edição do programa Novatores.
Vinculado à Agência de Inovação (InovaUefs), o Novatores tem como objetivo fomentar ideias inovadoras voltadas à criação de negócios de base tecnológica. Nesta edição, estão sendo ofertadas 30 vagas para projetos do ecossistema de Feira de Santana e de territórios da região.
De acordo com o coordenador de Transferência de Tecnologia da InovaUefs, Angelo Loula, o programa amplia o potencial extensionista da universidade. “O programa Novatores, em seu terceiro ano, reafirma o compromisso da Universidade Estadual de Feira de Santana com a sociedade, ao apoiar empreendedores que estão na fase de ideia e incentivar o desenvolvimento de negócios inovadores”, destacou.
Como novidade, a terceira edição trará bonificação no processo seletivo para representantes não brancos e não homens, reforçando o compromisso com a diversidade no ecossistema de inovação local.
Entre os inscritos, a estudante de Administração da Unex, Ayssa Almeida, destaca o potencial do programa para a concretização de projetos. “Estou desenvolvendo um projeto de plano de negócio na faculdade, mas a minha intenção é ir além da idealização e colocar a empresa em prática. O Novatores surge justamente com essa proposta de me ajudar a tirar a ideia do papel. Quero contar com essa mentoria para transformar o projeto em algo concreto, uma solução real, e não ficar apenas no campo das ideias”, afirmou.
Os participantes selecionados terão acesso gratuito a mais de 500 horas de conteúdo, além de mentorias individuais, laboratórios práticos e conexão com uma rede de especialistas e empresários. As inscrições seguem até o dia 19 de maio e devem ser realizadas por meio do site novatores.uefs.br.
O programa Novatores é realizado em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), o Instituto Federal da Bahia (IFBA), o Sebrae, o Senai Cimatec, o Hub Feira e o Inova Feira, com apoio do Governo do Estado da Bahia e suporte metodológico da Wadhwani Foundation.
Nos dias 08 e 09 de abril, realizamos um importante momento de planejamento, reunindo atores estratégicos para alinhar diretrizes, prioridades e caminhos para os próximos anos. Mais do que um encontro, foi um processo estruturado de construção coletiva, orientado por um objetivo claro: fortalecer conexões que gerem negócios, soluções e impacto real no território.
Ao longo dos dois dias, avançamos na definição de prioridades, no fortalecimento da atuação em rede e no compromisso com resultados concretos. O encontro evidenciou a maturidade do ecossistema, marcado pelo protagonismo dos seus atores, pela colaboração entre instituições e por um direcionamento cada vez mais estratégico.
O planejamento consolida uma base sólida para o próximo ciclo do Inova Feira, reforçando que o desenvolvimento do território passa pela integração entre iniciativas, pelo compartilhamento de conhecimento e pela construção conjunta de soluções.
Mais do que planejar, o momento agora é de execução.
O futuro está sendo construído — e, de forma colaborativa, ele avança com mais força, consistência e impacto.
Representante da UEFS, Ângelo Loula (centro da imagem) esteve no lançamento do CSI. Fotos: Sérgio Pedreira/Coperphoto/Sistema FIEB.
A Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Departamento Regional da Bahia (SENAI-BA), por meio da unidade de Feira de Santana, assinarão um Acordo de Cooperação Técnica e Científica com foco na promoção conjunta de iniciativas de ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica. O anúncio foi feito ontem (15), durante o lançamento do Centro de Serviços Industriais do SENAI.
O acordo vai estabelecer formalmente a parceria entre as instituições, que terá vigência de cinco anos. Durante esse período, poderão ser desenvolvidos diversos planos de trabalho alinhados ao objetivo de fortalecer a integração entre educação profissional e ensino superior.
O primeiro plano já está estruturado: trata-se do Programa de Iniciação Tecnológica Júnior UEFS-SENAI Feira de Santana, que representa um passo concreto na consolidação do ecossistema de inovação local, ao promover a aproximação entre formação técnica e pesquisa acadêmica, com potencial de gerar impactos positivos para o setor produtivo da região.
Formação tecnológica desde cedo
Com início previsto para 2026 e duração de 18 meses, o programa tem como objetivo inserir estudantes de nível técnico em atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, proporcionando uma formação com base científica e aplicação prática.
De acordo com o gerente do SENAI Feira de Santana, Antonyony Santana, serão selecionados até quatro estudantes da entidade que serão integrados a duas linhas de pesquisa da UEFS. Cada linha contará com dois estudantes — um bolsista e um voluntário — totalizando duas bolsas financiadas pelo SENAI, no valor de R$ 400 mensais, com duração de até 12 meses. Em caso de desistência, a bolsa poderá ser transferida ao estudante voluntário, desde que atendidos os critérios de desempenho e vínculo ativo.
Os participantes deverão estar regularmente matriculados em cursos técnicos do SENAI, ter no mínimo 18 anos e não poderão acumular bolsas da instituição ou exercer atividades remuneradas no âmbito do SENAI durante o programa.
Integração institucional e fortalecimento do ecossistema de inovação
A iniciativa prevê uma atuação conjunta das instituições. O SENAI será responsável pela oferta de bolsas, disponibilização de infraestrutura técnica e organização da apresentação final dos projetos. Já a UEFS contribuirá com docentes pesquisadores, laboratórios, infraestrutura acadêmica e a gestão do edital de seleção.
Para a reitoria da UEFS, o acordo simboliza a importância estratégica da parceria. “A inserção de jovens talentos técnicos em atividades de desenvolvimento tecnológico é fundamental para estimular a formação científica desde cedo. Ao aproximar o SENAI da nossa universidade, ampliamos a capacidade de inovação de Feira de Santana”, destacou o coordenador de Transferência de Tecnologia da Agência de Inovação da Uefs (InovaUEFS), Angelo Loula.
Fonte: https://www.fieb.org.br/noticias/uefs-e-senai-firmam-acordo-de-cooperacao-para-impulsionar-inovacao-e-formacao-tecnologica-em-feira-de-santana/
Grand Prix
A ação aconteceu no dia 7 de maio de 2026 e reuniu estudantes do primeiro semestre do curso de Biotecnologia, representantes do poder público, iniciativa privada e ecossistema de inovação local em torno da construção de soluções sustentáveis para o reaproveitamento da fibra do coco.
A atividade surgiu a partir da articulação da agente local de inovação do Sebrae, Andreizza Vanin, que promoveu a conexão entre o Senai e a Secretaria de Serviços Públicos do município (Sesp), trazendo para dentro da sala de aula um problema real enfrentado pela cidade.
Durante cinco semanas, três equipes (formadas exclusivamente por mulheres) desenvolveram projetos voltados à reutilização do resíduo do coco, criando propostas inovadoras com potencial de aplicação futura em diferentes setores da economia.
Participaram da banca avaliadora Andreizza Vanin; Leoncio Neto, diretor de coleta seletiva da Secretaria de Serviços Públicos; Roberto Carrion, professor e coordenador de cursos do SENAI; além de Mariluce Carvalho e Priscilla Pirajá, representantes das empresas Necttare e Briquettare.
As empresas atuam diretamente com reaproveitamento do coco em Feira de Santana. A Necttare trabalha com beneficiamento do coco verde, enquanto a Briquettare desenvolve briquetes ecológicos produzidos a partir do reaproveitamento da casca do coco, uma tecnologia considerada exclusiva no Brasil, transformando um resíduo que levaria até 20 anos para se decompor na natureza em fonte de geração de energia.
Segundo Leoncio Neto, a criação do setor de coleta seletiva no município é recente e nasceu justamente da necessidade de reduzir o impacto ambiental causado pelo descarte incorreto de resíduos sólidos no aterro sanitário.
“Grande parte dos resíduos descartados hoje reduz significativamente a vida útil do aterro. Precisamos pensar em soluções sustentáveis e economicamente viáveis para esses materiais”, destacou.